Ombudsman do Mundo  

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Nome: Edmur Hiroshi Hashitani
Apelido: Bobby
Idade: 22
Profissão: Jornalista

Ombudsman: Pessoa que fiscaliza a organização da qual faz parte, representando os interesses da sociedade. Tem como função prática criticar sua própria empresa. Palavra de origem sueca: "umbuds man".

Ombudsman do mundo: Tem como objetivo fiscalizar e criticar tudo o que julgar necessário no mundo em que vivemos.

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Quarta-feira, Abril 08, 2009
Speedy or slowly?

A Telefônica, nos últimos dias, vem sendo acusada de esconder falhas no sistema Speedy, serviço de internet rápida da operadora de telefonia. Desde segunda-feira, os serviços estariam instáveis, com problemas de conexão e/ou navegação. Em nota, a companhia explicou que houve, na tarde da última terça-feira, um pequeno problema, mas que foi resolvido por volta de 15h30.

Pois bem, é mentira. E não é a primeira vez que eles mentem. Desde que eles tiveram um problema gigante, no ano passado, e que parte de São Paulo ficou sem internet em função desta falha, eles vêm tentando enganar a opinião pública sobre o desserviço que prestam. Por muitas vezes vi na imprensa que usuários reclamavam que a internet estava fora do ar e a Telefônica soltava nota desmentindo os próprios usuários. Não vou nem citar outros casos de omissão para não me estender. Fiquemos no Speedy, que de speedy não tem nada.

Há alguns meses, entre setembro e outubro, se não me engano, reparei que a minha internet estava muito, muito rápida. Estranhei e liguei na operadora para saber se havia algo errado. Fui informado que minha conta havia sido aumentada para uma velocidade de 2 Gb (antes era de 512 Mb). Coincidentemente, esta mudança ocorreu na época do reajuste de mensalidade, que subiu bastante.

Em março, tiveram a coragem de enviar um comunicado dizendo que fomos “presenteados” com um aumento de velocidade, que a minha internet passaria a ficar mais rápida, pois teria 2 Gb, e que eu não pagaria nada a mais por isso. Oras, que legal, dona Telefônica, mentindo de novo. Anunciaram que eu passaria a ter um serviço que já tenho, sem cobrar um acréscimo, que já cobraram.

Ontem, fiquei sem internet em casa até as 21h30. Bem depois do que foi dito pela empresa. Li relatos de que os principais afetados seriam do provedor Uol. O meu provedor não é este, é a Globo.com, e deixou de funcionar da mesma forma.

Aí eu pergunto. Até quando eles acham que vão continuar enganando as pessoas? Não é feio sair dizendo que seus próprios clientes estão mentindo, que o serviço não saiu do ar, quando todos aqueles que pagam sabem que não puderam usar. Eles devem achar, em pleno ano de 2009, que as pessoas continuam utilizando a internet apenas para entretenimento. Não percebem que muitos de nós dependemos desta rede para trabalhar. E mentem descaradamente, pouco se importando com eventuais prejuízos que possamos ter.

Esta noite, por exemplo, tenho fechamento de jornal, que há mais de ano não piso na sede. Redijo minha coluna em casa, envio por e-mail ao meu editor, que revisa e publica. E aí, se o Speedy não estiver funcionando, quem vai garantir que o meu texto estará na edição do jornal desta semana? A Telefônica?

posted by edmur hiroshi hashitani@4:02 PM

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Domingo, Março 29, 2009
Lamentável...

Ontem, 28 de março, foi realizada a Hora do Planeta. Organizada pelo WWF há três anos, é uma espécie de manifestação silenciosa contra o aquecimento global. Este ano foi o primeiro que contou com a participação de cidades brasileiras. São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, deixaram seus monumentos públicos no escuro. Na prática, a população foi convidada a apagar suas luzes entre 20h30 e 21h30. Uma horinha apenas, ninguém ia morrer por isso, não é?

Bom, acredito que todos saibam o que é o evento, já que foi amplamente divulgado pela imprensa, portanto não vou me alongar. Escrevo aqui para relatar a minha experiência. Eu e meu irmão mais novo conseguimos convencer o pessoal de casa a aderir ao movimento. Desligamos luzes, equipamentos eletrônicos e ficamos no breu. Fui à sacada com a esperança de que visse, nos prédios em volta, o mesmo comprometimento. Santa ingenuidade. O que eu vi, na verdade, foi isso:


Ao fundo, o Copam, um dos prédios símbolo de São Paulo, projetado por Niemayer.


Sede do Bradesco no centro da cidade.


Estas fotos foram tiradas às 20h40. Como podem ver, a adesão não foi muito grande. Muitas luzes estão acesas. Pensei até em passar a hora fotografando, para ver como seria a reação gradual. Mas fiquei observando e não mudava nada, a foto das 20h40 era a mesma das 21h30. Um homem ainda gritava aqui na praça em frente "apaguem a luz!!!". Em vão, coitado.

Aí eu ligo a televisão e vejo cidades inteiras no escuro, ao redor do mundo. E não tem como não me perguntar: por quê? Por que o povo brasileiro é tão egoísta? Por que sempre que há manifestações mundiais, a participação brasileira é tão pífia? Por que no Brasil ninguém se importa com algo que pode afetar o futuro do mundo de maneira tão significativa? E o pior é que, quando o país acabar prejudicado em alguma dessas questões em que o povo não está nem aí, estes que ficam de braços cruzados se auto-intitularão coitadinhos, afinal, o Brasil é injustiçado.

Não dá pra entender.

posted by edmur hiroshi hashitani@6:09 PM

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Terça-feira, Março 10, 2009
Fenomenal

É incrível o carisma que certas pessoas carregam consigo. Gostando ou não, sob influência da TV, dos jornais, de quem quer que seja, ninguém nega que este foi o assunto do dia. Ronaldo, Ronaldinho, o Fenômeno, o gordo, seja como for que o chamem, não conheço ninguém que não saiba o que tenha acontecido ontem. Não há no Brasil uma pessoa que tenha um convívio social que não tenha falado, ouvido, lido, pelo menos uma vez, qualquer coisa sobre o gol de Ronaldo ontem.

Não sou corintiano, todos que acompanham este blog-quase-mudo sabem que eu torço é para o América de Rio Preto (não riam, é verdade). Sério, mesmo sendo sãopaulino, confesso que torci para que o Ronaldo fizesse um gol. Que fosse no Corinthians, no Santos, no Grêmio, no Shaktar Donetsk, no time de vôlei do Banespa... onde fosse, ele merece dar a volta por cima.

Sou da geração que comemorou um título mundial graças ao talento e aos gols de Ronaldo. Mas independente disso, o esforço, a dedicação e a perseverança que esse cara mostra é fora de série. Sempre admirei pessoas que lutam para chegar onde querem. E torcendo para quem quer que você torça, vamos combinar que ele, com a fama que tem, com os contratos publicitários que tem, com a grana que deve ter, podia muito bem ter olhado pra trás, ver tudo o que fez, achar bom e ir viver a vida.

Ele tem problemas extracampo? E daí? "Ah, mas ele exagera na balada", dirão os críticos. Oras, problema dele, da família dele, da mulher dele, dos amigos dele. Agora, se um cara do meu time passa a semana inteira na balada e chega no domingo e enfia três gols no adversário, eu vou encher o saco do cara porque ele fez farra? Poupem-me. Tudo bem que ninguém é unanimidade, ninguém é perfeito. Como jornalista, não gostei da atitude de ele não querer atender aos jornalistas das rádios e da TV Bandeirantes na saída do jogo e, logo em seguida, abrir um sorriso quando chegou o repórter da TV Globo e começar a conceder entrevista. Mas, cada um, cada um.

Enfim, não quero me alongar muito. O que importa é que um grande ídolo do futebol nacional está de volta, gostem ou não. Que seja bem vindo e que ajude a levantar o nome do esporte em nosso país, que anda com um nível de qualidade bem baixo. E que tenha sorte e sucesso, porque talento, nós já sabemos que ele tem.

P.S.: Ah e tomara que ele não faça tantos gols assim, porque eu apostei com um amigo corintiano que o Washington teria média de gols maior que a dele rssss.

posted by edmur hiroshi hashitani@12:22 AM

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Quarta-feira, Novembro 12, 2008
O Messias

Disse no último post que Obama estava sendo considerado, por alguns, como um novo Messias. Na minha modesta opinião, erradamente. Algumas pessoa disseram que eu estava exagerando. Pois bem, aí vai a dica do amigo Marcelo Melo, que encontrou essa preciosidade na internet.
http://novo-mundo.org/log/cultura-povao-e-tendencias/mais-fotos-do-barack-obama-jesus-retornado.html
Diz uma legenda das fotos, com todas as letras: "Jesus é Barack Obama". Ora, poupem-me.

Eu não tive curiosidade, nem coragem, para tentar descobrir o que é o tal site "Novo Mundo", mas parece que é algo sobre profecias e previsões de futuro, algo assim. Que seja, está comprovado que algumas pessoas vêem em Obama a salvação do mundo. De quem e do quê, eles que sabem (ou imaginam).

Mais uma vez, não acredito em nada disso.

posted by edmur hiroshi hashitani@6:30 PM

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Quinta-feira, Novembro 06, 2008
Pé atrás
Antes de começar a ler o texto abaixo, um aviso. Comentários irracionais de pessoas que não sabem entender a diferença de uma análise imparcial, suprapartidária e suprarracial não serão tolerados.

O mundo inteiro está comemorando a vitória de Barack Osama nas eleições estadunidenses. Eu não. Acredito que, na verdade, sua ascenção é um verdadeiro risco ao mundo todo e à sociedade de seu país.

Explico. Não tenho nada contra um presidente negro. Como também não teria nada contra uma presidente mulher, um presidente asiático, latino, índio, árabe... O problema não é a cor da pele. A forma com que ele foi eleito, com forte apelo popular, com uma torcida por parte do mundo todo é que me causa certa desconfiança.

Depois de oito anos sob o governo desastroso de Bush filho, os americanos viram em Obama a esperança da ressurreição do orgulho nacional, que tanto é propagado mundo afora. Criou-se a imagem de um homem quase santo, um semi-deus que resolveria todos os problemas do globo. Não parece que ele foi eleito para presidente do país, mas para Super Homem.

Nessa linha, comentei com um amigo hoje - que obviamente riu de mim - que estavam fazendo de Obama um Messias, o salvador da pátria. Prefiro ir com calma. Primeiro porque ele não tem o poder de mudar tudo com o estalar de dedos, mesmo sendo, teórica e politicamente, o homem mais poderoso do mundo. Não basta querer, e eu acredito em sua boa vontade, que as coisas melhorem, mas é preciso mais que isso. E talvez, este excesso de confiança se torne arriscado, caso contagie também o novo chefe da Casa Branca, quando ele tem que ter os pés no chão e saber que para atingir seus objetivos, será preciso trabalhar duro. Mas tenho certeza que ele sabe disso.

Só para concluir minha linha apocalíptica de pensamento, a idéia é: Fidel Castro, Stalin, mais recentemente, Evo Morales, Hugo Chávez, e tantos outros, chegaram ao poder, democraticamente ou não, nos braços do povo e, convenhamos, não parece ter dado muito certo.

Enfim, torço para que eu esteja errado, que ele faça um governo brilhante. Afinal de contas, um presidente negro, eleito em um país com um histórico racista bravíssimo e violento, é de se aplaudir o povo, que deve ter aprendido muito após eleger Bush duas vezes.




posted by edmur hiroshi hashitani@12:57 AM

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Domingo, Outubro 26, 2008
Eleições - Parte 2

mais de 60% da população de SP é inteligente

posted by edmur hiroshi hashitani@7:59 PM

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Segunda-feira, Outubro 06, 2008
Eleições

33,61% da população de SP é inteligente

posted by edmur hiroshi hashitani@12:47 AM

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Terça-feira, Setembro 23, 2008
Bom, se alguém ainda entra por aqui, deve ter percebido que fiquei calado durante todo este período eleitoral. Mas não dá mais. Ainda que eu tenha muitos comentários guardados para após o pleito, esse aqui merece.

Aliás, fazendo a citação, vi a primeira vez no excelente Mesa de Botequim.



posted by edmur hiroshi hashitani@12:33 AM

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Sábado, Maio 24, 2008
Mudança

Resolvi mudar um pouco a cara do blog. Aquele fundo preto e a imagem gigante no topo estavam pesados demais. Portanto, enquanto não conseguir consertar, vai ficar meio bagunçado por aqui.

posted by edmur hiroshi hashitani@11:53 PM

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Ídolos

Há tempos venho ensaiando escrever algo sobre o tema. Não, vocês não lerão aqui nada sobre o famigerado programa de televisão. Falarei sobre os ídolos de verdade, aquelas pessoas que nos fazem torcer por seu sucesso, que fazem alguns cometerem loucuras como viajar quilômetros para chegar perto, ficar horas em filas para garantir o melhor lugar em um show, se descabelarem por um jogo perdido.

Para aqueles que não tem ídolos parece estranha a adoração por outro ser humano que nem imagina que você, individualmente, existe. Isso porque por mais que eles saibam que tem fãs espalhados por aí, ele não te conhece, não sabe quem você é, o que faz. Mas não resolvi escrever sobre eles para questionar quem os tem. Muito menos para tentar explicar tais sentimentos, não teria esta pretensão.

Bom, vamos do começo. A palavra ídolo, obviamente, deriva de idolatria, o que expande seu significado muito além de uma simples relação de admiração. Ainda que o termo seja comumente utilizado para classificar pessoas famosas, ou, com espaço em determinados espaços da mídia. Claro que existem pessoas que chegam a idolatrar celebridades, colocando-as acima do bem e do mal. Eu, pessoalmente, não tenho um ídolo neste sentido, mas sim pessoas que admiro por n fatores. Seja pelo trabalho realizado, por lições de vida, pela personalidade, às vezes simplesmente por “ter ido com a cara”.

Porém, não encontro outra palavra para descrever estas pessoas e o texto ficaria realmente chato se a cada vez que fosse me referir a alguém, ficasse explicando que “é apenas uma pessoa que gosto do trabalho”, então usarei a expressão ídolo aqui. Ressaltando que estamos falando de pessoas “desconhecidas”. Acredito que todos temos ídolos com os quais convivemos, mas aí sim, existem explicações mais lógicas para esta relação.

Decidi que faria este texto quando ainda comemorava uma vitória de um ‘ídolo’. Na hora, tomado pela emoção, tive um insight racional que me fez pensar o porquê de estar tão feliz com uma pessoa que estava do outro lado do mundo e sequer sabia que havia gente torcendo por ela no Brasil, que nem é seu país de origem. Mesmo com a vontade de dedicar um tempo ao assunto, me faltavam argumentos, afinal, eu ainda não conseguia entender o que sentia e porque. Isso até ontem.

Porque ontem me lembrei de meu primeiro ídolo. Da primeira pessoa que me fez brigar porque o achava mais piloto. Da primeira pessoa que me fez chorar, quando partiu. Porque ontem, seu sobrinho, Bruno, venceu no maior de seus palcos.

Foi então que percebi algo que ainda não tinha, sobre este sentimento de “admirador”. Bruno me fez perceber algo que seu tio Ayrton não havia conseguido. Não, ele não me faria entender nada ainda vivo, pois eu era apenas uma criança quando ele se foi. Mas até hoje, ainda tinha para mim que ele havia sido o maior de todos os tempos. Talvez, eu não fosse capaz de compreender isso, até, em função de sua capacidade como piloto. Não havia margem para questioná-lo.

Percebi então que existe uma grande incoerência no sentimento de um fã, porque para ele, seu ídolo é sempre o maior de todos, praticamente perfeito. No entanto, eles estão sempre querendo que ele se supere. Agora, se superar como, se, em tese, ele já é o melhor?

Como jornalista, devo dizer que hoje Bruno é um piloto razoável, que não mostrou uma seqüência de resultados que nos deixe apontá-lo como futuro ídolo incontestável do automobilismo nacional. Mas ele começou a carreira tarde, tem bastante a aprender e pode até se tornar um fenômeno mais tarde.

O que passei ontem me ajudou a entender um pouquinho o meu sentimento. Porque eu vi que aprendi, creio que graças à profissão que escolhi, a separar a admiração por um indivíduo do conhecimento de sua real capacidade. E que aquilo que eu senti enquanto comemorava uma vitória no mês passado talvez se explique na minha dúvida com relação ao talento de meu ‘ídolo’ e à satisfação de vê-lo se superando.

Assim, mesmo sabendo das atuais limitações técnicas de Bruno, é difícil deixar de lado a torcida para seu sucesso. Na verdade, mais por um anseio de voltar a ver seu sobrenome estampado em um carro de Formula 1. Porque mais brasileiros virão, mas quem é ou um dia foi fã de Ayrton, sempre ouvirá um a palavra Senna de um jeito diferente.

posted by edmur hiroshi hashitani@11:10 PM

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Quarta-feira, Maio 21, 2008
Uma pequena história

Imaginem a seguinte cena:

Você tem três filhos, que ama muito e tal. Dois deles moram fora, só ficou contigo o mais novo. Só que você não está na melhor das condições financeiras, as contas são pagas com aperto, mas tenta fazer com que sua família, pelo menos, não passe fome, tendo que ajudar inclusive os que já saíram de casa. Pensou? Pois bem. Aí, você consegue juntar um dinheiro, para colocar na poupança dos meninos, digamos que R$ 50, só para ilustrar.

Antes de você ir ao banco depositar o dinheiro, no entanto, você se lembra da doença de seu caçula. O remédio para o tratamento dele custa algo em torno do mesmo valor que você tem. O que você faria? Acharia melhor investir nos dois filhos já crescidos e saudáveis e deixaria o caçula morrer? Ou pegaria o dinheiro da poupança e pagaria o tratamento, mesmo que por pouco tempo, da criança?

Vocês devem estar pensando, "que absurda a história, o Bobby endoidou de vez". Não, meus caros, não fui eu que perdi o pouco juízo. Por quê? Simples. Peguem estes valores e multipliquem por milhões, talvez até bilhões. Você investiria R$ 50 bilhões no filho que está morrendo ou nos que tem um futuro, já encaminhado, pela frente?

Dirão-me que a saúde de um filho não tem preço e que mesmo que os outros filhos estivessem precisando muito do dinheiro, a saúde vem em primeiro lugar.

Agora acaba o prólogo e vem a parte que vocês percebem que eu não estou louco.

Duas semanas atrás, o BNDES anunciou a criação de um fundo soberano, para julho próximo, que deverá servir pra financiamentos de empresas brasileiras que atuam no exterior. O valor estimado do fundo: US$ 10 bilhões.

Aí, esta semana começou a aparecer que o governo está tentando reeditar a maldita CPMF. Qual a desculpa? Precisamos angariar recursos para investir na saúde pública, pois o país não tem dinheiro suficiente.

Agora digam, não é a mesma coisa? Não tem dinheiro suficiente pra investir na saúde pública, mas tem para juntar em um banco CASO uma empresa brasileira com participação internacional precise?

Não entendo muito disso de fundo soberano, financiamentos gigantescos, se eu estiver falando alguma besteira, por favor, me corrijam. Mas, eu acho meio burrice anunciar que o país está com sobras e criará uma espécie de poupança e logo em seguida dizer que não há dinheiro e que outro imposto pra tirar dinheiro do povo deve ser criado.

E US$ 10 bilhões podiam dar uma belíssima ajuda na saúde, não?

posted by edmur hiroshi hashitani@9:53 PM

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Terça-feira, Maio 13, 2008
Saga gastronômica

Depois da viagem por um mundo de miojo, passei por mais uma experiência traumática com refeições. Dessa vez, sem sequer sair de casa. Semana passada, peguei um folheto de uma tal Raios Pizzaria. Preço convidativo, sabores variados, enfim. Domingo, como eu sou fanático por pizza e estava sem janta, resolvi testar.

Escolhi a pizza, fiz o pedido e aí foi esperar. Esperar. Esperar. Mais de uma hora se passou e nada. A fome já roendo o estômago. Liguei lá de novo, perguntei da pizza, uma moça muito mal educada respondeu “ah, o entregador não achou o número e voltou”. Questionei, afinal, tinha dado ponto de referência, não era possível que ele não tivesse achado. Ela então passou o telefone para outra pessoa, que começou a me perguntar vários dados. Endereço, telefone, nome.
- Pronto, agora já passei os dados, me diz porque a pizza voltou e ninguém fez nada? – disse eu.
- Ok, obrigada, boa-noite. Tutututu.

Rá! Bateu o telefone na minha cara? Espera aí. Liguei de novo, pedi pra falar com o gerente. A mesma fineza de educação falou que era ela. Informei-a que não queria mais a pizza e desliguei.

Meio problema resolvido, pois ainda tinha fome. Tive que pedir outra, em outro estabelecimento já conhecido. Ok. Mais uns quarenta minutos e toca o interfone avisando que o entregador está subindo. O rapaz, com no máximo 16 anos, abre a mala e começa a tirar uma embalagem suspeita.

- Opa, parou aí, de que pizzaria você é?
- Da Itália.
- Mas eu não pedi pizza pra vocês.
- Não?
- Não, você não é da Raios, é?
- Sou sim. É a mesma coisa

Ah não. Expliquei o que aconteceu, reclamei, falei que não ia ficar com pizza nenhuma deles e despachei-o. Mas fiquei com aquele “Pizzaria Itália” na cabeça. Puxei pela memória e me lembrei. Essa é a dona da pior pizza de São Paulo. Eu, que sou maluco por pizzas, não consegui comer a que veio deste lugar quando comprei.

Comecei a ligar uma coisa na outra. O folheto deles nem endereço tinha. Fácil, não? Meu produto é uma porcaria, eu solto panfletos com outro nome, escondo meu endereço e volto a ter clientes. Sacanagem da grossa.

Portanto, moradores aqui da região central, se ouvirem falar em Raios Pizzaria, Pizzaria Itália passe longe, porque vai passar raiva. Se você não mora aqui, tem mais um texto pra rir da minha cara rs. Mas não terminou aqui.

No dia seguinte fui almoçar em um Giraffas. Para quem nunca foi, lá você pede seu prato e eles te dão uma senha. Peguei a minha e fiquei esperando. Vi montarem uma bandeja parecida com o que tinha pedido. Porém, antes de chamarem o número, uma senhora se aproximou do funcionário que a montava e disse "esse é o meu". O cara não discutiu, entregou e ela subiu. Pensei "fizeram merda, esse é o meu". Passou um tempo, outro tempo, outro tempo maior. Comentei com uma das meninas do balcão "olha só, não é por nada, mas acho que deram meu lanche pra pessoa errada". Ela olhou a senha, falou que não, que estavam montando. Aí alguém da cozinha gritou "não tem desse aí na fila aqui não" Ela foi ver e voltou "é, seu pedido não está na cozinha, só um instante". Montou rapidamente e subi para finalmente comer. É, parece que, definitivamente, esta semana começo um regime. Não por vontade própria, mas por conspiração do mundo!

posted by edmur hiroshi hashitani@7:11 PM

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Quinta-feira, Maio 08, 2008
O Presidente foi preso!!

Foi isso que eu disse ontem, quando cortaram a transmissão do futebol pra passar a prisão dos Nardoni ao vivo. Não. Porque só sendo o presidente pra ter tudo aquilo, quase todos os canais ao vivo tentando a melhor imagem. Pra quê isso? Nunca tinha visto cortar um jogo de futebol no meio em todos os meus vinte e dois anos. Muito menos vi a Globo perder a transmissão de um gol, a não ser os gols relâmpagos que acontecem enquanto está passando algum replay. Só podia ser algo muito grave como um golpe militar, um atentado terrorista, o curintia subindo de divisão. Não, era mais um episódio da saga Nardoni.

Na rua da delegacia, o povo com faixas de justiça e se acabando de rir, cheios de expressões de felicidade, quando a câmera às focalizava.
Mas o pior é que agora começa a ladainha toda de novo. A madrasta não jantou. O pai jantou bife com salada. A janta ainda não chegou. O colchão tem 5 cm de espessura. A cela mede x metros por y metros. O sol na cela bate a noroeste de manhã e ao raio que o parte à tarde. Ah... chega.

E só pra não dizer que tem jornalistas que me proporcionam momentos de prazer neste caso, a repórter da Record gritando no microfone e caindo em câmera lenta ontem ao ter o pé pisado por um policial do GOE foi fantástico. Melhor que ela só a espertona da RedeTV que ficou na porta da delegacia e foi atropelada pela comitiva policial que levava Anna Carolina. Voltou pra porta e foi levada novamente pelos policiais que escoltavam Alexandre. Já que, infelizmente, o crime virou circo, vamos rir.

posted by edmur hiroshi hashitani@9:28 PM

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Domingo, Abril 20, 2008
Quebrando a regra

Disse que não falaria mais sobre, mas depois do Fantástico de hoje é impossível. Não me estenderei, mas tenho de dar o braço a torcer. A edição deste domingo do semanal foi mais imparcial do que a emissora vinha sendo, ao exibir entrevistas com psiquiatras afirmando que o povo está se precipitando e pré-julgando o casal Nardoni.

Quanto à entrevista do Salaro, acrescentou pouco ao que já limos, ouvimos e assistimos. O repórter não questionou as evidências apontadas pelos laudos, o que pode até ter sido uma exigência imposta para a realização da matéria. Tudo suposição minha, nada afirmativo, que fique claro. Ainda tenho um sentimento de que não foi o casal, mas acho que se enrolaram de cima a baixo ao falar que a menina queria morar com eles, pois arrumaram uma briga desnecessária com a mãe da menina, que agora deve bater sem dó.

Agora, convenhamos, a Globo é f..., não? Todo mundo atrás desta entrevista e eles emplacam.

posted by edmur hiroshi hashitani@11:28 PM

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É isso e não falo mais

Não vou desenvolver um texto, mas apontar algumas observações que fiz nos últimos dias sobre o caso Isabella Nardoni

- Por que parece que a imprensa quer tanto que o casal seja indiciado?
- Por que gente que nem conheceu a menina viaja 400 km pra gritar na porta do pai da criança?
- Por que outros destes pegam dois ônibus, metrô e faltam no trabalho para o mesmo motivo? (Apareceu na Globo isso)
- Por que o patrão desta que matou serviço não a demite?
- Por que alguém não avisa o povo que cantar “parabéns a você” à menina que foi morta nas ruas é ridículo?
- Por que pessoas colocam na internet homenagens a alguém que não conheceram? Só porque passa na TV?
- Por que ninguém na imprensa fez a seguinte pergunta: “e se não foi ele?”?
- Por que eu não vi nada na Globo, na Band, nem ouvi na CBN, na Jovem Pan e em lugar quase nenhum, uma matéria sobre a garota que matou a mãe, na periferia? O caso é igualzinho ao da Suzane von Richthofen. Mas não dá audiência porque é pobre?
- A Globo tem 18 repórteres no caso, segundo a Folha. Note, 18 repórteres, aqueles que aparecem na tela. Sem contar câmeras, operadores, produtores e por aí vai. Quantos no caso da que matou a mãe? Se existia algum, não vi a matéria em nenhum telejornal da emissora.

Desculpem a expressão, mas já estou de saco cheio disso tudo. Se foram eles, que paguem. Eu mesmo ficaria com vontade de enfiar a mão na cabeça de um desgraçado que faz isso. Agora, não houve confissão, condenação e ainda nem se provou de forma concreta que o pai e a madrasta são os autores. Um inquérito policial é a conclusão da polícia. Um relatório enviado à justiça, que decide se acata ou não.

E o bando de desocupados, porque acha que foram, ou porque vêem na TV que “parece que foi”, tiram suas conclusões, condenam e tentam agredi-los de toda forma. Ah... vão procurar o que fazer, vai.

Outra coisa, só pra terminar. A hipocrisia é tanta, que eu aposto que muitos destes idiotas que estão enchendo o saco da família e dos vizinhos chega em casa e bate no filho porque fez alguma traquinagem.


posted by edmur hiroshi hashitani@12:30 AM

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